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Autor Tópico: Portugueses Coloniais vs Bernardettes  (Lida 3431 vezes)

FMartins

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Portugueses Coloniais vs Bernardettes
« em: 17 Maio 2012 12:17:42 am »

Sucesso da famosa e épica batalha que opôz os leais e valentes soldados de sua Majestade El-Rei D. João IV, sob o comando do ilustríssimo Mestre de Campo General Francisco Barreto, aos invazores francezes sob o comando do grande Marechal de França, o Viceconde de Turenne, na colónia do Brasil que este veio tomar.
 

É sabido, dos relatos da antiga gente, que as nações mais fortes nas coisas da guerra raramente o são por meros acasos da Fortuna mas sim pelos diligentes esforços no aprestamento dos homens, armas e bagagens, pela temperança nas dificuldades, pelo engenho humano e pelo rubro e viril furor na defesa da Pátria e do seu Rei.
 
Assim aconteceu que o Rei de França, havendo terminado uma guerra contra Castela e tendo o incómodo de ter excesso de gente de guerra dentro de fronteiras, desejando ver-se livre de tais homens, belicosos por hábito, senão por natureza, rompeu os acordos firmados com El-Rei de Portugal e mandou ao famoso Marechal Viceconde de Turenne intentar a conquista do Brasil, roubando a parte ainda ocupada pelo usurpador holandez e afrontando a nossa gente com largos esquadrões de mosqueteiros e piqueiros e fortíssima cavalaria, tudo gente mercenária tudesca, irlandeza e franceza, desapiedada com os seus inimigos, experimentadíssima na guerra e habituada a semear a destruição pelos campos de batalha da Europa.
 
Mas ao francês Turenne, posto que da confiança de anteriores vitórias lhe parecia empreendimento fácil a conquista do Brasil à Nação portugueza, se lhe opôs um Marte lusitano que da experiência tirada de uma vida de luta, tanto naqueles terrenos bravios, ao modo dos nossos colonos e dos índios, como no Reino, contra os experimentados terços de Castela, da Alemanha e da Itália, logrou frustrar os intentos do francês, impondo-lhe uma clara derrota após uma muito disputada batalha.
 
Foi assim que o ilustríssimo Mestre de Campo General Francisco Barreto, aprestada a gente e escolhidos os seus Mestres de Campo e Sargentos Mores, avançou a descobrir o terreno mais favorável onde haveria de ter lugar a peleja, escondendo os seus terços entre as ervas altas, as plantações e os montes, deixando ao inimigo o terreno plano onde este estaria mais desprotegido.

Dispôz o Mestre de Campo os seus homens da seguinte forma. Ao centro foram colocados dois canhões, bem protegidos e que cobriam todo o campo do inimigo. Nas suas alas formaram, pela esquerda, um grande esquadrão de gente escolhida, e pela destra, um terço de infantaria do Reino. Ladeando estes pelo exterior formaram outros esquadrões com gente experimentada nas lides. Ladeando estes canhões pelo seu lado direito dispôz o Mestre de Campo duas companhias de cavalos armada com cravinas, que é a melhor cavalaria que temos nas terras do Brasil, a mais habituada a guerrear com índios, quilombolas e hereges por igual, e a mais apta a explorar quaisquer oportunidades de investir o inimigo caso este fraquejasse.
Para a ala direita da batalha, de frente para uma aldeia, mandou o Mestre de Campo três esquadrões de infantaria, e para a ala esquerda outras duas companhias de cavalos, colocando ainda o Mestre de Campo um terço do Reino e outros dois canhões a guarnecer um outeiro.

O Viceconde, posto que teria alguma informação sobre as forças portuguezas, colocou fortes terços de infantaria ao centro, dispondo a mor parte da sua fortíssima cavalaria e uma brigada de irlandezes pela sua direita sob as ordens de um valente capitão de cujo nome não logramos ter conhecimento. Na sua ala esquerda, mandou o Viceconde, sob o comando do famoso Isaque de Pas, um terço, e esquadrão de dragoens e uma forte esquadra de cavalaria a qual viria a destruir muitos dos nossos. Por fim, mandou o Viceconde colocar artilharia num outeiro oposto ao nosso, o que nos veio causar alguma moléstia como adiante se dirá.

Abriram as hostilidades os franceses, avançando ufanamente com as suas bandeiras desfraldadas, toques de caixa e de clarins, procurando desta forma fazer demonstração de força e valentia ante os nossos e quebrar-lhes assim o espírito. Mas da parte lusitana, posto que havia poucos instrumentos de música com a qual lhes pudéssemos dar resposta, mandou o Mestre de Campo tirar nos francezes com os seus canhões que de pronto lhes destroçou alguma da mais luzida cavalaria que o francês tinha. Da ala direita portugueza, rapidamente os nossos esquadrões tomaram a aldeia, cortando assim o passo ao inimigo e fazendo algum dano aos seus dragoens, mas a cavalaria inimiga, carregando os nossos em campo aberto, rapidamente destroçou um esquadrão da melhor gente que, perdido o seu Mestre de Campo, fugiu pelos campos fora sob perseguição dos cavalos inimigos.

Adiante na batalha, os francezes, avançando resolutamente, eram constantemente espingardeados pelos nossos, o que lhes causava não pouca moléstia, e mais sofriam sob o fragor dos nossos canhões, cujos bombardeiros, hábeis no seu mester, não paravam de tirar no inimigo. Mas em toda esta empreza também as peças inimigas se faziam ouvir, o que vieram a destruir os nossos canhões que encimavam o outeiro, com grande dano para as armas lusas e arrancando brados de vitória nos pulmões do invasor.

No centro e na esquerda da batalha, foram portugueses e francezes carregados de parte a parte, com grandes fogachadas de mosquetes e os nossos investindo de espada na mão com os valentes capitães na frente a dar o exemplo, praticando feitos de armas dignos de um Ajax ou de um Heitor, em tudo emulando estes heróis antigos, até na sua morte gloriosa. O tinir das espadas, o quebrar dos chuços e dos piques, o som dos tiros e o fumo da pólvora entrecortavam-se com os brados dos soldados que procuravam levar de vencida ao seu inimigo.
Na nossa esquerda, um terço de valentes lusitanos, tendo estado sob constantes tiros da artilharia e dos mosqueteiros francêzes, acabou por debandar e fugir do campo de batalha. Mas no outeiro um esquadrão dos nossos, ainda que em inferioridade numérica, pugnou denodadamente com os bravos irlandezes, expertos na guerra e de grande valentia, causando-lhes muitos mortos e feridos, até que, acometidos pelos irlandezes de frente e por um terço francês de um dos flancos, acabou também ele por debandar.
No centro, um outro terço português, acometido por dois contrários, opôs valente resistência mas forçosamente acabou por sucumbir aos números.

Parecia assim que a sorte sorria ao Viceconde, mas tal como a Aníbal na Itália lhe parecera a um dado momento que a vitória era a sua antes de conhecer a realidade da derrota iminente, também ao francês lhe veio Marte demonstrar que a Victória, ao lhe parecer sorrir, lhe poderia estar a mostrar um esgar.

E sucedeu então que, posto que ocorriam estes sucessos a alguns dos troços portugueses, a outros, por mais esforço, valentia ou adestramento dos homens, foram os nossos tidos por vencedores, destroçando cruelmente a gente de guerra inimiga. Assim, do lado direito da batalha, os nossos, já livres da presença dos dragoens inimigos, acorreram a auxiliar o centro e viram-se travados no seu passo pelos cavalos inimigos que vinham de perseguir os nossos. Foram os francezes tirados com tão violenta e cruel mosqueteria que de pronto quase todos foram mortos ou feridos.
Ladeando os canhões colocados no centro da batalha, dois dos nossos esquadrões, carregando o inimigo, levaram-no também de vencida, degolando todos os que eram apanhados na fuga e, acto contínuo, fizeram volte face para virem enfrentar mais inimigos que se aproximavam das bagagens.
Esteve assim a batalha a ponto de ser ganha por qualquer um dos lados, pois as baixas eram severas para ambos, mas foi a sandice dos irlandezes, desejosos de adquirir glória para si mesmos, que veio a perder o lado francês, pois que aqueles, carregando as nossas peças em campo aberto, sofreram um tão nutrido e mortífero fogo de metralha que os matou em grande número, ficando este famoso terço completamente destruído.

O Viceconde, abalado por tão horrendas perdas, ainda que as infligira em igual forma à gente portugueza, ordenou a retirada, abandonando o campo de batalha em boa ordem mas deixando nele muitos mortos e feridos e farto material de guerra com que os nossos se armaram.

Foi declarada a vitória das armas portuguezas e fez o Mestre de Campo mandar anunciar estas novas por todas as partes, para glória d’El-Rei Nosso Senhor D. João o Quarto desse nome.
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FMartins

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Re: Portugueses Coloniais vs Bernardettes
« Responder #1 em: 17 Maio 2012 12:39:42 am »

O francês a colocar as suas tropas.



A potente cavalaria francesa


Ala esquerda portuguesa.





O avanço francês...


... e o avanço luso.


Um momento da batalha.


A Brigada Irlandesa


A artilharia francesa em posição.


Turenne à frente dos seus homens...


... e Francisco Barreto, líder dos portugueses.


Dois terços prestes a embater.


O avanço francês no flanco


O centro da batalha


Do lado direito português, a cavalaria francesa em perseguição enquanto ao fundo os portugueses destroem os dragões que se lhes opunham.


Um dado que, rolado, parou apoiado num seu vértice!



No centro, um renhido combate que se irá saldar por um empate: em grande plano, os portugueses destroem um terço francês; ao fundo, são os portugueses que são desbaratados.


Fidalgos do terço Hello Kitty (superior) preparando-se para volatilizar um dos terços das Bernardettes.


Os combates ao centro e no outeiro.


O poderoso avanço francês em direcção às bagagens



No flanco direito português, um regimento francês sob a fuzilaria lusa.


No centro, os combates prosseguem rijos.




O terço Hello Kitty a resistir a uma carga de cavalaria.


A fuga dos irlandeses.


O fim da batalha e o aperto de mão de cavalheiros.

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PMorais

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Re: Portugueses Coloniais vs Bernardettes
« Responder #2 em: 17 Maio 2012 07:19:47 am »

Muito bom!
Tenho de arranjar tempo para pintar os meus Suecos e os Transilvanos do João.
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JEspecial

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Re: Portugueses Coloniais vs Bernardettes
« Responder #3 em: 17 Maio 2012 10:15:58 am »

Foi um jogo muito emotivo  que até ao ultimo momento podia pender para um lado ou para outro. E que deu a vitoria ao (por um ponto) ao Filipe.


No entanto acho que nos esquecemos de comtabilizar uma cavalaria portuguesa que evadiu para fora da mesa, o que sempre me dá mais um pontinho.

Mas um grande jogo, excelente companhia, e principalmente PARECIA mesmo uma batalha do seculo XVII   :)
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FMartins

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Re: Portugueses Coloniais vs Bernardettes
« Responder #4 em: 20 Maio 2012 01:24:29 am »

De facto, uma das coisas que eu aprecio nestas regras é a possibilidade de se utilizarem as formações em xadrêz, permitindo que elas se apoiem mutuamente, que era o que acontecia na realidade (ou, pelo menos, é o que as pinturas nos dizem).

Por outro lado, as restrições aos movimento impedem as manobras de "circo" que vemos em FoG:AM, isto é, impedem salganhadas de vermos BG que vão para a frente, outros para trás, outros fazem umas curvas, outros ainda rodam e andam, enfim, malabarismo quem não aconteciam nem sequer durante as Guerras Napoleónicas.

Neste jogo, acho também que a classificação dos Warriors está muito bem apanhada e aplica-se claramente à soldadesca portuguesa. Apenas um senão: não sei se a restrição do duplo movimento em "Divisão" deveria existir para este tipo de tropas. Mas enfim, não se pode ter sol na eira e chuva no nabal...
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JEspecial

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Re: Portugueses Coloniais vs Bernardettes
« Responder #5 em: 21 Maio 2012 09:19:31 am »

Olha... Sabes que agora que a guerra acabou na Europa, o Richelieu está a mandar mais solddaos para o Brasil?

DESFORRA!!!! :)
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FMartins

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Re: Portugueses Coloniais vs Bernardettes
« Responder #6 em: 23 Maio 2012 01:08:17 am »

Huuuummm... agora não me apetece. Estamos a aprender umas novas danças com as mulatas aqui da praça e não queremos ser perturbados com trivialidades  ;)
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JEspecial

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Re: Portugueses Coloniais vs Bernardettes
« Responder #7 em: 23 Maio 2012 09:14:59 am »

Mille Sabords! Espece de Filibustier!!! :)


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FMartins

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Re: Portugueses Coloniais vs Bernardettes
« Responder #8 em: 26 Maio 2012 02:14:54 pm »

Ahahah! Aliás, diria até melhor: Ahahah!
 ;)
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JEspecial

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Re: Portugueses Coloniais vs Bernardettes
« Responder #9 em: 10 Maio 2013 09:50:45 am »

Estar a rever este topico deu-me saudades do cheiro da  polvora preta...
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FMartins

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Re: Portugueses Coloniais vs Bernardettes
« Responder #10 em: 28 Agosto 2013 08:04:40 pm »

 :)
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