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Autor Tópico: Hi! I'm Borat from khazakistan...  (Lida 10227 vezes)

JEspecial

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Hi! I'm Borat from khazakistan...
« em: 21 Setembro 2012 10:34:22 am »



And here i go writing about the migthilly powerfull army of Khazakestan in medieval early times. Yes...

But first a bit of beutifull sexy time from khazak woman


« Última modificação: 21 Setembro 2012 10:38:04 am por JEspecial »
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Re: Hi! I'm Borat from khazakistan...
« Responder #1 em: 21 Setembro 2012 11:02:14 am »

Tudo começou no ITC.

Joguei com Hunos no terceiro período, onde só podiam entrar exércitos de archeiros a cavalo, e no jogo com Dan Martz (team USA) passei boa parte do tempo a admirar a pintura do seu exército, onde, para alem de uma chusma de Ligth Horse com arco (quem diria, hein?) pontuavam 4 unidades lindíssimas de lanceiros. Assim que o colocou na mesa percebi que não tinha resposta para ele

 E depois olhei para os meus Hunos veteranos, com tinta lascada, baços e tristes, uma base de cada flocagem… E eles olharam para mim e disseram:

 “- Chefe, isto assim não dá! Podemos ter uma base de shamans a sacrificar um carneiro, um altar e até um totem, mas o pessoal fica logo desmoralizado assim que vê tipos como aqueles todos bonitos. E olha para as bases deles! Parecem mesmo um exército com as bases todas iguaizinhas e lindas!”

Por isso foi no ITC que tomei a decisão de uniformizar as bases todas dos hunos. Ia pinta-las de um tom de areia claro, mesmo por cima da flocagem que tinham; depois um dry brush com um tom mais claro para acentuar especialmente as arestas da base, os bordos das bases seriam pintados a castanho escuro e finalmente ia aplicar alguma flocagem verde para fazer contraste.

Estava eu já lançado na pintura das bases doss 4 primeiros BG quando numa pausa entre duas cores me lembrei de ir ver ao livro de exércitos que raio de lista era aquela que o Dan usou contra mim.

Nessa altura ainda não sabia, mas ao longo do Volga as hordas estavam a juntar-se…



« Última modificação: 21 Setembro 2012 03:25:04 pm por JEspecial »
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Re: Hi! I'm Borat from khazakistan...
« Responder #2 em: 21 Setembro 2012 12:26:31 pm »

Quando vi a lista quase que chorei. Era perfeita! Beleza pura! Era tudo o que eu sempre sonhei ter nos Hunos, mas eles não tinham.

Começa por ter uma chusma (havia um exercito no ITC com 5 grupos deles!) de nobres que são lanceiros armadurados e superiores. Para começo não está nada mal, hein?   8)



Depois um núcleo de tropas tribais clássicas (Cv/LH, Prot, Bow Sword, Average) de exércitos da estepe, podendo ira té às 64 bases

E aqui começam os goodies: Eslavos LF com arco e MF com Lt Spear, average ou poor; ghilam profissionais (Cv Arm, Sup, Bow, sword, drilled) infantaria khazar HF def spear ARMADURADOS (pois!) campo fortificado e para culminar um par de  catapultas pesadas. É á escolha do freguês!

E como se não bastasse isto tudo, ali logo no inicio da lista, nas notas, está a indicação de que os Nobres podem sempre desmontar como HF, Sup, Arm, Ofensive Spear.

É perfeitio!

Os Hunos podem ter muitos lanceiros mas são todos aliados e só protected. Podem tambem ter muita infantaria e boa, mas é toda HF (mais uma vez aliados, o que implica um general só para eles) o que a faz entrar em competição com os montados pelo terreno aberto, quando o ideal era que fosse MF para poder ir onde os montados não vão. MF e LF os khazares têm, não são aliados e podem ser poor para consumir menos pontos.

Finalmente, os khazares podem ter mais peso que os Hunos, sem sacrificar a mobilidade ou o tiro, com os nobres e os ghillam. E como se não bastasse, para evitar que os nobres se lancem em cargas suicidas contra Kn, há ainda a possibilidade de simplesmente os desmontar. Ora uma linha de 12 ou 16 bases de ofensive spear armadurados e superiores é respeitável. Muito respeitável, mesmo…

Lista perfeita, do ponto de vista técnico.

E o sumo? O “Fluff?”

Os Hunos têm uma mística que a mim me assiste muito, quando dos Khazares só sabia o aspeto quase folclórico de se terem convertido ao Judaismo por alturas do seculo IX, e pouco mais.

Por isso fui á procura do que havia por ai… que é como quem diz: Pela net
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Re: Hi! I'm Borat from khazakistan...
« Responder #3 em: 21 Setembro 2012 12:32:18 pm »

Hello
Enjoing good History of the migthy khazar army in miniature? Goood. Enjoy more as i swim sexy moments with beautifull and very educated khazar girls

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Re: Hi! I'm Borat from khazakistan...
« Responder #4 em: 21 Setembro 2012 12:40:45 pm »

O primeiro site onde fui (já que tive a honra de almoçar a seu lado e de lhe apertar a mão - ainda não a lavei! - no ITC) foi ao famoso Madaxeman, onde, entre Batle Reports deliciosos, há o famoso FOG WIKI.  Basicamente tudo o que sempre quis perguntar acercade todos os exercitos de FOG, mas nunca tive coragem. E lá estava a entrada acerca dos Khazares, com um resumo historico e algumas notas de jogo

http://www.madaxeman.com/wiki2/tiki-index.php?page=Western+Turkish+and++Khazar

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Re: Hi! I'm Borat from khazakistan...
« Responder #5 em: 21 Setembro 2012 03:24:08 pm »

Antes de continuarmos pela parte histórica vamos esclarecer alguns pontos acerca dos povos do cavalo e do arco e da sua visão do mundo, que são importantes para entender melhor a Historia dos Khazares

Para começar eles não eram nómadas no sentido de andarem sempre de um lado para o outro sem dormir duas noites no mesmo sítio, mas sim sedentários alternantes, alternando a cada seis meses entre pastagens de montanha no outono- inverno, e pastagens de planície na primavera verão (isto é um bocado contra intuitivo mas a ideia era passar o inverno nos vales de montanhas protegido dos ventos, e na primavera seguir a agua do degelo á medida que descia para as planicies)

Normalmente cada grupo ocupava localizações muito especificas (determinado vale, a confluência de dois rios) a que voltavam ano apos ano com os rebanhos. Estes locais não eram necessariamente contíguos e até podia haver territórios de outros grupos pelo meio.

Isto faz com que o conceito de território e fronteira (E implicitamente de nacionalidade/povo) tal como nós o temos não exista para estes povos. Para eles um povo não é um conjunto de pessoas que vive num determinado território, limitado por fronteiras, mas sim quem reconhece a autoridade e proteção de um “Clan Real” de uma dinastia, se quisermos.

Quando a Historia moderna foi inventada (na segunda metade do seculo XIX) todos os nomes que apareciam (Citas, Sakas, Siung-Nu, Hunos, Avaros, Bulgar, Khazares Cumanos, Mongois, etc, etc) era tomados como sendo de povos completamente novos, etnicamente diferenciados, que migravam em vagas sucessivas ao longo de milhares de kilometros, em centenas de vagões, com manadas, guerreiros e miúdos ranhosos, em direcção á Europa.

Era uma visão dramática, romântica, mesmo épica, mas completamente impraticável do ponto de vista logístico (para dezenas de milhares de indivíduos) e impossível do ponto de vista genético, já que para isto acontecer seria necessário uma imensa pool genética na Asia Central. Já para não falar na velocidade com que os diversos “povos” se sucediam numa mesma geografia Por exemplo, em 300 anos, de 450AC a 750AC passou-se dos Hunos, aos Avaros e depois aos Bulgaros, naquilo que é hoje a Hungria e a Romenia. Muito rápidos eram aqueles vagões das migrações!)

Dai que progressivamente, na segunda metade do seculo XX, tenha surgido a teoria do Clan Real

Esta teoria postula que migrações generalizadas de povos inteiros foram raríssimas e normalmente até estão documentadas, precisamente pelo facto de serem invulgares, (Sarmatas no seculo II, Hunos no Sec III, Godos no seculo IV, Suevos e Alanos no seculo V) mas o que sucedia mais normalmente era a substituição de um Clan Real por outro (uma sucessão de Dinastias, se quisermos) com a adoção do seu nome pelos outros clans que o seguem. Assim, os Avaros não seriam mais do que os filhos e os netos dos cavaleiros de Atila, sob a governação do clan Avar e já não do clan Hun.

Imaginem que os Portugueses não têm o conceito de territorioo fixo. Que nome é que adoptariamos ao longo dos nossos 800 anos de historia (ao longo doa quais até a nossa língua e costumes se foram alterando) para nos diferenciarmos dos nossos vizinhos e rivais? Se calhar tínhamos de nos chamar pelos nomes dos reis e assim seriamos sucessivamente Afonsinos, Avistinos, Bragancinos e Republicanos. E agora imaginem que não temos escrita para complicar as coisas… Não seria fácil partir do principio que se tratavam de 4 povos diferentes que viveram sucessivamente no mesmo sitio? E no entanto eu tive um bisavô que era Brigancino…

« Última modificação: 21 Setembro 2012 03:31:16 pm por JEspecial »
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Re: Hi! I'm Borat from khazakistan...
« Responder #6 em: 23 Setembro 2012 06:11:40 pm »

Já conheço os khazares, e são realmente um povo de temíveis guerreiros, de inigualáveis destruidores de impérios, que varrem tudo o que lhes aparece à frente...

Como primeiro adversário da versão portuguesa deste exército, pude ver o porquê de tantos jogadores da pool 3 do ITC o terem escolhido... É forte, versátil, bonito, e vai dar muitos sucessos...

Nuno
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Re: Hi! I'm Borat from khazakistan...
« Responder #7 em: 24 Setembro 2012 08:35:11 am »

É verdade! Mesmo quando são esmagados debaixo de uma chuva de flechas disparadas por 60 bases de archeiros ingleses, os Khazares continuam WIIIIIIINNDOS!!!

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Re: Hi! I'm Borat from khazakistan...
« Responder #8 em: 24 Setembro 2012 10:54:31 am »

Desde já peço desculpa ao meu nobre adversário por tê-lo submetido a semelhante experiência, mas como fui tão teimoso com o meu nobre colega Miguel Mata para ele levar indianos para a pool 3 do ITC, encarei esta oportunidade como um desafio (como dizia o meu sábio avô, homem que é homem tem de conseguir meter os tomates onde mete a língua), e levei eu mesmo a minha versão de indianos, à base de archeiros e men at arms em vez de elefantes... Digamos que apesar de ter uma frente mais pequena (archeiros mais caros), consegui simular o mesmo efeito...

Mas ainda assim, tiro o chapéu ao meu adversário, que me venceu logo no início na estética das figuras, e desportivamente conseguiu criar dilemas no jogo, e tivesse o dito durado mais duas rondas, talvez tivesse resultados mais vantajosos...

Bem haja...
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Re: Hi! I'm Borat from khazakistan...
« Responder #9 em: 24 Setembro 2012 02:01:46 pm »

No seculo IX o Califa, na Bagdad Abassida, (a das historias das 1001 noites) mandou fazer uma sala do trono para os Senhores do Mundo. Nela havia 4 tronos: Um para ele próprio, Califa do islão, líder espiritual e politico dos muçulmanos da India a Coimbra; outro para o Imperador Tang da China: o terceiro para Carlos Magno dos cristãos ocidentais e o quarto para o Khagandos Khazar.

E isto era a alta politica internacional no seculo VIII.

Como os Khazares chegaram a esta posição de sem considerados pelas cortes sofisticadas dos maiores potencias da época como um deles é o que vamos (resumidamente) ver a seguir.

No inicio (lá pelo seculo V-VI) haviam os Turcos Celestes (Gokturk) governados pela dinastia Ashina, lendarios descendentes de um rapaz que foi criado por uma loba (Et tu, turco!) teve 10 filhos da loba (dont Ask!) cada um dando origem a um dos Clan Reais dos turcos.




Estendendo-se do Altai ao Don (ou até ao Danubio, se estiver certa a teoria de que os Avars seriam o ramo mais ocidental do Gokturk) ao longo de 2/3 da Rota da Seda. Esta era um conjunto de caminhos de caravanas que ligava a China á Europa e Persia e cujo controle seria o equivalente a hoje em dia se controlar os canais do Panama é Suez e os estreitos de Ormuz e Malaca. Em resumo: Dava dinheiro. Muito dinheiro, mesmo!




Numa daquelas fracções que ocorrem de tempos a tempos a estes povos de grandes distancias e laços políticos soltos, os Khazar que viviam no Caucaso, entre o Mar Negro e o Caspio “proclamam a independencia” por alturas do seculo VI e vão bater nos Bulgar que eram chefiados pelos Dolu (os new kid on the block da estepe) talvez porque os Kaghan Khazar eram Ashina e por isso não gostavam de caras novas. Depois surgem na cena internacional em 627 quando 40.000 deles vão ajudar o Imperador Heraklion numa campanha contra os Persas Sassanidas. Estes, enfraquecidos, vão cair á mãos dos Arabes em 635.

Os Khazar vão estabelecer-se em cima de duas grandes rotas comerciais: O terço final da Rota da Seda no sentido Este-Oeste e a Rota do Volga, no sentido Norte-Sul. Por esta rota corriam peles, âmbar e escravos para sul e dinares de prata para Norte. Onde estas duas rotas se cruzam fazem a sua capital nas margens do Volga: Itil (ou Atil)






« Última modificação: 24 Setembro 2012 02:06:09 pm por JEspecial »
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Re: Hi! I'm Borat from khazakistan...
« Responder #10 em: 25 Setembro 2012 11:22:54 am »

Descrição de Itil (ou Atil)

"At its height, the city was a major center of trade, and consisted of three parts separated by the Volga. The western part contained the administrative center of the city, with a court house and a large military garrison. The eastern part of the city was built later and acted as the commercial center of the Atil, and had many public baths and shops. Between them was an island on which stood the palaces of the Khazar Khagan and Bek. The island was connected to one of the other parts of the city by a pontoon bridge. According to Arab sources, one half of the city was referred to as Atil, while the other was named Khazaran.

Atil was a multi-ethnic and religiously diverse city, inhabited by Jews, Christians, Muslims, Shamanists, and Pagans, many of them traders from foreign countries. All of the religious groups had their own places of worship in the city, and there were 7 judges appointed to settle disputes (two Christian, two Jewish, and two Muslim judges, with a single judge for all of the Shamanists and other Pagans)."

Não é excatamente o que se espera de uma sociedade nomada, pois não?

Com efeito pelo seculo VIII os khazares começaram a sedentarizar-se (pelo menos a sua classe dominante) por via dos rendimentos do comercio internacional e dos luxos que  ele proporcionava.. Continuava a haver tribos que se dedicavam á postoricia nomada, tal como foi descrita num post anterior, ao lado de comunidades agricolas (eslavos e não só) ao longo dos rios, Mas cada vez mais o poder politico e economico estava nas cidades e nos nobres que a governavam.

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Re: Hi! I'm Borat from khazakistan...
« Responder #11 em: 25 Setembro 2012 11:30:03 am »

HI!

My ancestors very rich and migthy powerfull. Yes... Good horses they have and also very sexy and inteligent babes. Yes!
Like Borat today!

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Re: Hi! I'm Borat from khazakistan...
« Responder #12 em: 25 Setembro 2012 04:05:53 pm »

Bem, vamos lá começar a falar do cerne da questão: O exercito!

A primeira entrada são os Nobres e os seus homens de armas mais proximos armados com lança e de armadura completa, eventualmente em cavalo tambem protegido.

Por volta do seculo VI começou a dar-se uma mudança nas tacticas que os nobres dos povos do arco e do cavalo usavam. Com efeito, começa-se a “sentir” uma mudança do arco como arma principal para a lança. Digo “sentir” porque como calculam não sobreviveu (Nem existiram!)  nenhum Manual de Cavalaria Khazar ou Avar e por isso estamos limitados a referências passageiras em cronicas bizantinas ou arabes, a uma gravura esculpida num osso, ás armas achadas em túmulos, tudo coisas que tanto podem refletir efetivas mudanças da forma de combater, como não ser mais do que convenções artísticas. De qualquer modo, já tinha havido uma mudança deste género umas centenas de anos atras com os Sarmatas (lanceiros) a substituírem os Citas (arqueiros), para serem por sua vez substituídos pelos Hunos (arqueiros) por isso é possivel que estas alterações fossem cíclicas.

O certo é que da pouca iconografia coeva que vi, os nobres só aparecem com lança:





Uma coisa que me chamou a atenção nestas duas imagens é que não só os  cavaleiros são todos iguais, como o pendao das lanças é tambem igual para cada conjunto de guerreiros.

Podemos especular muito acerca do significado disto (que pode não passar do facto de o gravador só saber fazer cavaleiros assim...  Se eu desenhar hoplitas vão sair todos iguais...) Mas em termos praticos isto signigica que podemos usar um lote limitado de figuras, usando a pintura individual para lhes dar alguma diversidade, e que os pendoes de cada unidade devem ter padroes iguais.







Em termos de jogo estas tropas são uma grande vantagem face a outros exércitos da estepe (mongois, por exemplo) ameaçando tambem toda a infantaria inimiga, a menos que tenham lanças ou piques, que devem ser “amaciados” pelos arqueiros antes da carga.

Posso ter até 24 bases deles, mas conto usar só 12 a 16 no máximo.
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Re: Hi! I'm Borat from khazakistan...
« Responder #13 em: 26 Setembro 2012 08:56:24 am »

Tenho 3 unidades de Nobres no meu exercito, com mais uma na bancada, cujas fotos passo a mostar



Devo confessar que tirando os dourados, bandeiras e um ou outro pormenor, estas figuras não foram pintadas por mim. Foram compradas no Ebay já há um par de anos pelo Miguel Mata e estavam paradas na estante da sala de jogos da AJSP. Gosto muito delas, pelo colorido. Umas figuras simples, sem grandes poses e de escultura honesta, mas bem valorisadas pela pintura.

E sim, aquilo é uma estrela de David!

É que os khazares (pelo menos a classe dirigente...) converteu-se ao Judaismo, como uma forma de manter a independencia cultural e equidistância do Califado e dos Bizantinos, ao mesmo tempo que se aumentava o prestigio internacional ao já não serem mais uma tribo de barbaros shamanistas, como eram as outras. O efeito pratico é que os Khazares eram estremamente tolerantes em termos religiosos, o que é unico numa época de Jihads e de proto-crusadas.

É tremendamente debatido se os Khazares são os antepassados dos judeus da europa oriental  - os Askernazi - os quais são a ascendencia da maioria dos israelitas actuais, (já estão a ver as implicações? ) ou se já eram judeus antes da conversão (por causa da fuga de algumas comunidades judaicas para o Caucaso) ou se não tinham nem tiveram nada a ver com o povo de Abraham e a a conversão foi unicamente limitada ao Khagan e o seu circulo imediato, continuando o resto dos nobres e população em geral a adorar Tengri (o Deus do Ceu dos Turcos) ou Alla, ou Jesus, ou Odin, ou Pengu, (um deus eslavo) ou...

Só se chateavam mesmo era se lhes mexessem no bolso, que é como quem diz, nas rotas comerciais.

Outra unidade de nobres. Ainda quero fazer mais qualquer coisa aos pendões deles...



Os pendões são feitos com um rectangulo de papel branco que é colado á lança e depois recortado "in situ" da forma pretendida. Descobri que assim é mais facil do que de recortar primeiro e tentar acertar as pontas durante a colagem.

E agora uma unidade de nobres Alanos (um dos povos que fazia parte da confederação Khazar)



Alanos terriveis e caçadores de cabeças!  :)



Esta unidade é mais "tribal" e foi feita com figuras de sassanidas, romanos, e partas, da Essex Miniatures,  Donnington e Magister Millitun.
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Re: Hi! I'm Borat from khazakistan...
« Responder #14 em: 26 Setembro 2012 09:03:55 am »

Fotos by FILIPE MARTINS!   8)
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