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Autor Tópico: Os amigos de Alexandros  (Lida 9478 vezes)

JEspecial

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Os amigos de Alexandros
« em: 15 Maio 2013 04:26:30 pm »

Demorou dois anos a ser construído.

Colunas folheadas a ouro, telhas decoradas com pedras preciosas, guardado nos 4 cantos por estátuas de Vitorias com trofeus. Lá dentro 4 paineis pintados mostravam o seu exercito e feitos, e no meio, atrás de um véu dourado estava o sarcófago de ouro, com um manto purpura e as suas armas por cima. O corpo continuava incorrupto, obra dos embalsamadores ou favor dos Deuses?

Era puxado por 64 mulas, precedido por equipas de construtores de estradas e escoltado por um pequeno exercito. Nunca tal tinha sido visto e por onde passava, o mausoleu atraiu milhares de pessoas que esperavam dias  a fio, ao longo da estrada para o verem passar. Ao longo de 6 meses arrastou-se lentamente da Babilonia até á Siria, onde Ptolemeu o interceptou e levou para o Egipto.

E assim começou a lenda…





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FMartins

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Re: Os amigos de Alexandros
« Responder #1 em: 15 Maio 2013 11:50:00 pm »

E terá sido devidamente saqueado ou destruído, porque se continua escondido, no dia em que foi revelado será uma das maiores descobertas arqueológica de todos os tempos.
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JEspecial

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Re: Os amigos de Alexandros
« Responder #2 em: 16 Maio 2013 08:28:54 am »

Ou um dos seus 3 tumulos... Mas já lá vamos! :)
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JEspecial

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Re: Os amigos de Alexandros
« Responder #3 em: 16 Maio 2013 11:16:36 am »

Houve historias que voaram para leste, pela Persia e mais longe, de um herói chamado Sikander nunca derrotado, castigador dos maus e protetor dos justos, passada de boca em boca ao longo de seculos, de Medos para Partas, de Partas para Sassanidas e destes para a India e sudoeste asiático. Ainda há uns anos era um herói de desenhos animados na televisão iraniana.

Nunca, antes ou depois de Alexandre,  um conquistador foi adoptado pelos conquistados como herói folclórico. Nem a sua memória contada, reconstruida e inventada durou 24 seculos…



Outras historias foram para norte, falando de Iskander, o rei cornudo e invicto, Anatolia adentro e para lá do Caucaso, que assustava as crianças que não comiam a sopa toda. Mais a norte e mais tarde, não foram poucos os bardos que animaram as noites vikings com as historias e as batalhas de Skanda, o herói que viajou á volta do mundo e nunca voltou a casa.

Para sul, no Egipto onde onde foi enterrado 3 vezes e nenhuma encontrado, onde Cesar e Augusto o visitaram e donde Napoleão partiu para o 18 de Brumario, dizendo que  se não conseguia  ser Alexandre, então que fosse Cesar; do Egipto as lendas passaram para a Nubia e ainda podem ser encontradas em manuscritos na Etiopia

E para Ocidente, depois de ser invejado por Cesar pelo que tinha feito em tão pouco tempo, tomado por modelo pelos mesmos romanos que ocupariam a sua Macedonia natal; foi projetado pelos tempos medievais, como o exemplo perfeito do cavaleiro feudal, eternamente enamorado da sua dama Roxana  e combatendo de armadura dourada contra os infiéis, explorando o mundo com as suas “muito desvairadas gentes” como diria Fernão Mendes Pinto…


(“Alexandre encontra um selvagem”)

ou descendo ao fundo dos mares numa espécie de submarino…


Mas para o Ocidente Alexandre tambem deixou o sonho e a ambição de ir por esse mundo fora, tomando-o, transformando-o em algo completamente novo, nesse movimento de dar “novos mundos ao Mundo” que sem sempre correu tão bem como no tempo de Alexandre para os “novos mundos”. Pelo menos nenhum colonizador dos seculos XVI ao XIX se transformou em herói folclórico nas terras colonizadas…

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PMorais

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Re: Os amigos de Alexandros
« Responder #4 em: 17 Maio 2013 07:32:57 am »

Só para dizer que estou a seguir atentamente e com muito interesse esta linha.
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JEspecial

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Re: Os amigos de Alexandros
« Responder #5 em: 17 Maio 2013 08:50:51 am »

Caro Paulo Seleuko Morais só tenho a dizer que a questão da Palestina está muito longe de estar resolvida. Assim como da Cilicia...

 ;D
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JEspecial

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Re: Os amigos de Alexandros
« Responder #6 em: 17 Maio 2013 02:55:16 pm »

A imagem visual que temos da Grecia antiga é a de cidades brancas, com grandes edifícios públicos com colunas de mármore e estátuas, não é?



De tal forma este estilo é marcante que a partir do seculo XVIII os edifícios públicos começaram a ser feitos em estilo neo-classico, reclamando a Grecia antiga como passado histórico de sítios tão distantes dela como a Alemanha


ou os Estados Unidos


Nada mais longe da verdade!

Este branco neo-classico não passa da ideia que nós, ou melhor os aquitectos do seculo XVII e todos os depois deles, temos da Grecia antiga, com base no que hoje em dia vemos nos edificiso e estatuas, depois de 25 ou mais seculos de chuva os terem lavado.

Porque o mundo grego (e romanos) era colorido. Muito colorido…













O que tem algumas consequências… interessantes quanto se trata de pintar um exercito. Como por exemplo, falangistas cor de rosa…

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PMorais

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Re: Os amigos de Alexandros
« Responder #7 em: 20 Maio 2013 07:22:46 am »

Citar
Como por exemplo, falangistas cor de rosa…

Púrpura de tiro queres dizer.


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JEspecial

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Re: Os amigos de Alexandros
« Responder #8 em: 20 Maio 2013 09:42:39 am »

Tambem, mas não só!

No caso da foto acima, acho que é excatamente essa a cor que estão a usar, apesar de achar que nem os Ptolomeus tinham dinheiro para vestir assim um Taxies inteiro.

Mas tambem temos de ter em conta as declinações do vermelho com que era tingida a lâ e o linho (e as tunicas normalmente eram feitas em lá) que produziam tons de cor de rosa



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JEspecial

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Re: Os amigos de Alexandros
« Responder #9 em: 20 Maio 2013 09:44:08 am »

Uma das coisas “chatas” das figuras Xyston é que escudos e lanças são peças separadas. Os escudos veem com as figuras mas as lanças têm de ser compradas á porte. E Isso implica furar as mãos para lá por as lanças, e por uma bolinha de green stuff no braço para o escudo fidar bem fixo, já que só copm cola a tendência dele é cais com o uso. E só digo chatas porque é mais uma operação que se tem de fazer antes de começar a pintar!  ;D

Por isso estive a ver nas figuras que comprei ao Ximenes as que tinham as mãos furadas (já que ainda não tinha broca suficientemente fina para as furar) para meter mãos á obra.

Nestas condições estavam os Prodromoi (cavalaria ligeira com lança), os Agrinios (infantaria ligeira de elite, uma espécie de Comandos da época) e archeiros Cretenses (que eram uma especie de snipers)



Os Prodomoi estão a ser pintados de acordo com o fresco do tumulo de Lefkandia, tal como está descrito no livro de Duncan Head "Armies and Enemies of the Macedonian and Punic Wars"



Os Agrinios, dada a sua longa associação ao exercito macedonio, muito provavelmente já teriam algum espectro “regular” com equipamento e roupa fornecidos centralmente e por isso estou a pinta-los com túnicas vermelhas e declinações do vermelho, até ao rosa.

Já os Cretences lembro-me de ter lido num sitio qualquer que vestiriam de preto, e apesar de não ter conseguido re-encontrar essa indicação, achei que é uma boa forma de os distinguir


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JEspecial

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Re: Os amigos de Alexandros
« Responder #10 em: 21 Maio 2013 11:30:35 am »

Depois da bagagem fortificada ilegal dos Khazares,  (ver o tópico “I’m Borat from Kazakistan!” ) vou mais longe na minha busca da ilegalidade máxima. Desta vez é mesmo com unidades de combate.

Os Companheiros foram provavelmente a primeira cavalaria de choque da historia,  capazes de carregar com êxito infantaria formada. Em contraste com toda a restante cavalaraia da época (grega, persa, indiana, etrusca), mesmo a mais pesada com armadura para o cavalo, como as guardas persas, tinha como armamento 3 ou 4 lanças ligeiras para atirar (ou o arco no caso dos citas e bactrianos).  Mas os Companheiros estavam armados com um xyton, uma lança grande e pesada, com mais de 3 metros.

Isto permitia-lhes  ter a vantagem do primeiro golpe contra outras tropas montadas e contra a maioria da infantaria,  o que aliado a uma formação muito ágil e fácil de manobrar , (no fundo era quase um “follow the leader”) os tornou decisivos em todas as batalhas de Alexandre: A cunha.



Desconhecem-se as origens desta formação, como alias a de boa parte das inovações militares de Filipe da Macedonia, mas há algumas referencias a cavalaria ligeira Trácia a operar nesta formação, por isso é bem provável que seja essa a sua origem.

De qualquer modo está bem establecida a ligação entre a cunha e os Companheiros, tão idissociavel da sua imagem como as lanças compridas que usavam.

Por isso que sentido faz que uma unidade de companheiros seja representada assim, num bloco?



Para mim, nenhum. E é aqui que entra a ilegalidade. Em FOG são as bases que contas, sendo numero de figuras nelas apenas informativo do tipo e equipamento, para alem de darem todo o aspeto estético do jogo, que não é menos importante.

Dai a minha ideia: Uma base única de 8cm x 6cm a representar 4 bases de cavalaria com 9 companheiros em cunha.







Digam lá que não ficam bonitos e não metem respeito aos inimigos? Baixas vou representa-las com marcadores e como não vejo situação tactica em que tenha vantagem em estar em linha única, o uso da base comum parece-me que não vai interferir no jogo, tendo um grande ganho visual.

Vou seguir o mesmo tipo de baseamento para os prodomoi e para a cavalaria ligeira Tracia, mas só com 6 figuras em cunha.
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JEspecial

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Re: Os amigos de Alexandros
« Responder #11 em: 22 Maio 2013 03:13:35 pm »

Hoje acabei de pintar os Agrinios, Cretences e Prodomoi que tinha na bancada (vantagens de se poder ir a casa á hora de almoço…) com um wash de “Army Painter” nacional, vulgo verniz de madeira Dirup, para lhes salientar as sombras. As figuras da Xyston têm algum exagero nos seus relevos, precisamente para facilitar este tipo de pintura ou por aguadas.

Logo ao fim da tarde é dar-lhes uma bombada de Purity Seal da GW e estão prontos para a mesa depois de baseados.

Com estes fico com 3 unidades de falange prontas (ainda não tinha posto fotos deles, pois não? Então aqui vai) 



mais 2 unidades de Companheiros, 1 de Prodomoi e 2 de infantria ligeira, o que dá uma força quase jogável. Só lhe falta generais e peltastas (MF)

E para isso tenho o Terror do Norte (não, não é o Pinto da Costa e seu Dragão!) bárbaros selvagens e caçadores de cabeças, tatuados de azul (Eu já disse que não tem nada a ver com o FCP!) aqueles para quem os gregos antigos inventaram a palavra “bárbaro” e que obrigaram os autores de regras de Antiguidade a criar o Medium Foot para representar os Peltastas, essa classe de tropa entre o Hoplita e o Psiloi:

Os Tracios!









Os meus agradecimentos ao Micael Ny por tão rapidamente os ter metido no correio.
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JEspecial

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Re: Os amigos de Alexandros
« Responder #12 em: 23 Maio 2013 01:01:57 pm »

Hoje é acerca de sexo!



Por este tópico anda muito leitor caladinho (as 10 visitas diárias que tem não são minhas…) que fica aqui á coca a ler as Alexandrisses, mas não diz nada. Excepção feita para o paulo Morais no forum da AJSP

E por isso hoje vamos falar de sexo!

Isto da Historia antiga tem sempre de ser por em perspetiva. É o caso de Cesar a dizer na pagina inicial da Guerra das Gálias, que os Gauleses comiam muita carne. Ora isto é vindo de uma cultura essencialmente vegetariana (a romana)  que tinha no pao a base da sua alimentação. A qualquer vegetariano vai parecer “muta carne” se eu comer um bife por mês.

Acerca do sexo do Alex (não é o tamanho…) dizem Plutarco e Arriano que ele tardamente se interessou por isso e que sempre foi muito comedido. Efetivamente ele só teve uma Call Girl na adolescencia (Chamavam-se Hetairas e esta de luxo foi arranjada pelo pai para ver se ele se animava pela coisa) duas semi-esposas (acima de concubinas, mas sem serem esposas reais) casou 3 vezes (uma delas com DUAS princesas persas ao mesmo tempo…) teve um “amigo próximo”  toda a vida (Hephastion)  um “transsexual”, tanto quanto se podia ser com a tecnologia da época, (Bagoas)

Comedido, portanto…

Ps: Não falei de ele ter acesso ao harem do Dario, pois não?
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FMartins

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Re: Os amigos de Alexandros
« Responder #13 em: 27 Maio 2013 11:31:54 pm »

Finalmente metes aqui material de jeito!!! E não, não me referia às figuras da Xyston!  ;)

A primeira gaja é quem, a Roxana?

Quanto aquela cena do baseamento da cavalaria (e partindo do princípio que não te interessará mesmo nada coloca-los em linha ou em coluna), o que já reparei, meu grande somítico, é que tu queres é poupar figuras! Numa base de 8x6, colocas 9 bonecos em lugar dos tradicionais 12. Um ganho de 25% assim do pé para a mão (ou, como falamos de cavalaria, do casco para... o casco).
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JEspecial

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Re: Os amigos de Alexandros
« Responder #14 em: 28 Maio 2013 08:40:25 am »

Confesso que foi essa uma das razoes!

Das unidades pintadas que comprei ao Ximenes estava uma de Companheiros a 6 bases = 18 figuras. Como estão muito bem pintadas e queria ver se não tinha de mandar vir mais, então comecei a pensar como é que os podia transformar em nas duas unidades de Companheiros que o exercito pode ter, e foi ai que juntei isto á ideia da cunha e pronto.

Ainda pensei se haveria alguma situação tactica em que os quisesse meter em linha, mas como são Cv combatem em melee a duas filas e por isso não tenho vanatgem em os usar em linha. E como em V2 o bonus de movimento em coluna em terreno já não existe...

Só se for mesmo no momento da colocação para ganhar algum movimento lateral, mas isso é só durante a colocação e na primeira ou segunda jogada, porque depois revertem á formação base. mas isso faço com marcadores, para representar a maior frente da unidade.

E ainda por cima ficam muito giros!

E os Prodiomoi tambem já estão em cunha  :D
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