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Autor Tópico: Os amigos de Alexandros  (Lida 9817 vezes)

JEspecial

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Re: Os amigos de Alexandros
« Responder #30 em: 26 Junho 2013 01:23:01 pm »

Estou a descobrir que é muito fácil pintar falangistas. Pelo menos os da Xyston.

A técnica que estou a usar para unidades de linha.(já que as guardas com as armaduras todas coloridas necessitam de mais trabalho) é a seguinte: (depois de lhes furar as mãos e colar o pique, mas não o escudo)

 - Colar as figuras em ripas de madeira com 10 – 12 figuras cada

 - Pinta-los bem de branco baço, a spray

 - Pintar cor de pele

 - Pintar ombreiras, ptrerugas, bainha e cintos da espada e do escudo. (4 ou 5 cores)

 - Entretanto e em paralelo os escudos foram pintados a spray na sua cor base de um lado e de outro (castanho do lado de dentro)

 - Alicar decalque nos escudos como o simbolo da unidade.

 - Colar escudos em cada figura

 - Pintar metais (dourado e prata) – capacetes, pontas de lança, grevas, escudos

 - Deixar secar bem um dia inteiro ao sol.

 - Wash com verniz estilo “army builder”, aplicado a pincel e diluído com diluente celuloso

 - Deixar secar bem ao sol, logo apos a aplicação

 - Retoques, barbas e aclarar os tons onde necessário

Daqui são retirados da ripa e colados nas bases definitivas e depois da colar secar, a base é flocada e o bordo é pintado de castanho.

E como consigo pintar 32 figuras numa semana, com sessões de 2 – 3 horas por dia (e outra unidade mais pequena em simultâneo) começo mesmo a achar que ter uma falange como esta não é assim tão difícil.

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JEspecial

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Re: Os amigos de Alexandros
« Responder #31 em: 09 Julho 2013 01:14:27 pm »

Então vou agora contar como foi a estreia do pujantíssimo exercito Ptolemaico no torneio do passado fim de semana.

O primeiro jogo foi algo de inaudito! Tão potente era o exército Egipcio e tão garbosa a sua pintura que o inimigo logo desistiu e nem sequer apareceu! Por isso passamos a manha em amena cavaqueira com Orlandash Al- Meidah o embaixador Cartagines em Alexandria, que foi presenteado com a parada de todo o exercito, entre duas cervejas Stela.

 - Que bebida tão refrescante é esta?  - Perguntou ele em Punico

 - È cerveja Stela! - digo eu em Grego.
 



 - Por Baal! É divinal!

 - É a bebida dos deuses…



… e servida por deusas!
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Re: Os amigos de Alexandros
« Responder #32 em: 09 Julho 2013 01:19:33 pm »

Depois desta retumbante vitoria por pavor paralisante do inimigo, fomos informados por um mensageiro, que o Rei da Assiria marchava sobre nós.

- Da Assiria? Da Siria queres tu dizer… Aquele el-rei Seleuco que nunca pára quieto.

 - Não, não da Assiria mesmo!

 - Da Assiria??? Os barbudos fundamentalistas do hezbolah?

 - Sim… Mais ao menos…

 - Deves estar enganado, mas como já tenho o exercito mobilizado vamos lá a Gaza ver o que se passa.

E fomos!

Quando lá chegamos lá estava um exercito é, verdade. Uma data de gregos (como os Seleucidas…) uma data de carros (como os Seleucidas…) uma cavalaria muito patusca (como os Seleucidas…) uma data de infantaria ligeira pobre e mal paga (como os Seleucidas…) parecia mesmo um Seleucida!

Formamos o exercito como fazia o Alex, com uma ala de ataque com a nossa poderosa cavalaria apoiada por elefantes, um centro poderosíssimo de Hipaspistas, falange e mercenários Galatas que só têm medo que o céu lhe caia na cabeça; e depois uma ala de Engonhancysmoz (é grego e quer dizer: “ a gente tá aqui só a aguentar este flanco!”)

E fomos a eles! Sem medos e com marchas rápidas, que é o que os sirios (ou assirios como estes insistiam em chamar-se…) merecem! Agora é que vão ver com quantas pedras se faz uma pirâmide!

A cavalaria lá carregou os carros ( que nem sequer tinham foices…) e estava a ganhar, quando a falange a centro baixam as sarissas e carregam ferozmente a linha de infantaria inimiga.

E dá-se o desastre…

Ao aproximarem-se os nossos reparam que eles têm todos barbas postiças



e mesmo…



ou ainda…



e desatam a rir, largando os piques! Isto, irrita os barbudos que começam á paulada aos nossos, que saem dali ainda de mãos na barriga de tanto rir.

(quer dizer: Eu tiro uma chuva de 1s e o Marco uma vaga de 5s e 6s no impacto e nas melees seguintes)

E mais rapidamente do que demora a comer um prato de lenteinhas, os meus soldados estavam de volta ao campo ainda a rir dos barbas dos Sirios.

Ou eram Assirios?

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JEspecial

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Re: Os amigos de Alexandros
« Responder #33 em: 10 Julho 2013 11:09:20 am »

- Pessoal, está tudo a marchar para Eilat! E tragam a família!

Depois da paulada dos barbudos achei que o melhor era levar o exército a banhos no Mar Vermelho. Mandei vir charters de camelos árabes e lá fomos nós para a praia.



Tinhamos lá chegado e estavam os Gálatas a jogar “porrada de praia” com os Trácios (os elefantes seguravam na rede) e eu a ver os planos  do novo templo de Horus-Apolo em Apolonopollis Magna (Edfu, em egípcio) entre dois copitos de Stella



quando chega um mensageiro de Gaza a dizer que esta outro exercito Sirio a cercar a cidade!

Ai o raio de Zeus! Mas estes tipos da Siria não têm mais nada para fazer senão cercar Gaza?  Estou a ver que tenho de pagar a alguém para fomentar lá uma guerra civil!

Enrolei os planos do templo e elogiei o trabalho do arquitecto, dizendo que o edifício era tão belo que um dia vão vir charters de gente do outro lado do mundo para o visitar.

 - A sério Filho de Rá?

 - Sim! Acredita em mim! Foi Apolo que mo mostrou em sonhos. Gentes da India, da China, das ilhas Pré-Tanicas e ainda de mais além.

Depois mobilizei o exército e voei como Horus até Gaza.

E lá estavam os Seleucidas. Desta vez deixaram em casa as armas antigas (os carros, as espadas de bronze e os capacetes em forma de balde) e vieram com um exercito moderno: Falange, Guardas á Romana (modernisses… ) elefantes, uns mercenários tracios, cavalaria gaulesa e  no lado direito um aliado Parta.

Raios (de Zeus!) partam os Partas! Bem que a policia judaica me dizia que havia salteadores árabes apoiados por Partas iranianos a rondar pela Galileia e Líbano, mas não tinha dado credito a isso. E agora lá estavam eles, dentro das suas armaduras a cozer ao sol.

Meti á sua frente a minha cavalaria (não é de elite porque toda ela é muito boa!) apoiados por elefantes, Tarentinios italianos  (uma pessoa tem de se manter atento ás modas…) e fundibulários trácios.

A seguir estavam os Gálatas, mesmo em frente ao elefantes dos Sirios, e depois fui criativo!  Formei a falange com os Hipaspistas á esquerda e não á direita. Depois a cobrir um terreno mais áspero onde estavam os tracios inimigos, meti os meus apoiados por uns mercenários que me disseram que eram bons e eu (parvo, já se vai ver… ) acreditei.

Atrás deles e um pouco para a direita estava a cavalaria trácia, que devia ser armadurada, mas como estava calor deixou as couraças no campo, e mais uns Tarentinos ( não consigo resistir a novidades…)
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JEspecial

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Re: Os amigos de Alexandros
« Responder #34 em: 10 Julho 2013 01:31:59 pm »

Dei ordens ao comandante da cavalaria para usar os tarentinos e os fundibulários para puxar os “Fornos montados” para os elefantes e a estes que não ligassem ao resto e fossem direitos a eles. As duas hiparchias de cavalaria deviam proteger os flancos dos elefantes, manter os archeiros a cavalo partas á distancia e, depois dos elefantes terem feito o seu trabalho, assaltar os Companheiros Seleucidas que estavam em cima de uma colina.

Depois disse ao general da outra ala (a de “Engonhancyzmoz”) para pegar pessoalmente nos trácios e nos mercenários e fosse direto aos trácios inimigos, para correr com eles e depois atacar a falange de flanco

Posto isto, fui colocar-me á frente dos meus Hipaspistas e da falange e pu-los logo em passo de carga sobre a falange selêucida. Isto deve te-los impressionado, porque eles lá se mexeram muito devagarinho e os Guardas deles até se afastaram da falange, assim como quem não quer meter-se connosco.

Entretanto os Tarentinos carregaram uns archeiros a cavalo que se meteram a discutir o que fazer, já que uns queriam ficar e lutar e outros ir logo para casa, e quando se viraram para finalmente fugir, já os nossos estavam em cima deles com gritos terrificantes  nos seus dialetos itálicos :

 “- Avanti! Viva Italia! Viva il Duce! Viva il Bunga Bunga!”

Mas os iranianos são gente austera, não gostavam de Bunga Bunga  e desataram aos tabefes aos italianos, de tal forma que estes logo fugiram. O bom foi que com isto tudo acabaram por chocar nos elefantes  o que logo colocou o general Parta em tal confusão que lançou os Catafractas ao ataque dos elefantes. Pronto um dos objetivos da ala de cavalaria já estava cumprido.

Entretanto os meus trácios descobrem que os dos Seleucidas eram de uma tribo que lhes tinha roubado umas ovelhas lá na santa terrinha (inclundo umas “ovelhinhas” de duas patas…) e cá vai disto vão-se a eles de ronfaia nos dentes e toca de cortar cabeças a torto e a direito.

Os meus tais mercenários que eram muito bons (dizia o folheto…) que combinavam a mobilidade do peltasta com a solidez do hoplita (dizia o folheto…) que eram veteranos de várias campanhas na Iliria (dizia o folheto…) e custavam apenas 15 talentos (eu devia ter desconfiado pelo preço!),  e que era suposto estarem a ajudar os colegas trácios, assustaram-se quando viram a cavalaria gaulesa do inimigo a aproximar-se e desataram a fugir á terceira lança que lhes acertou num escudo!

Entretanto, eu sai do meio da minha Guarda (os Hipaspistas)  e peguei nos gálatas e fui dirigindo-os para os elefantes. A minha ideia era, como eles estão sempre a dizer que não têm medo de nada, que parassem os elefantes seleucidas tempo suficiente para a minha cavalaria os carregar de lado. Dito e feito! Mesmo tendo sido depois carregados pelos Companheiros Seleucidas, estes valentes Gauleses aguentaram-se como se tivessem uma qualquer força magica. Ainda hoje estou para perceber o que terá sido…



Com tudo isto os meus tracios lá acabam de ajustar contas com os vizinhos e estavam a espetar cabeças em estacas quando a unidade de falange selêucida mais próxima repara nisso e começa a sentir-se agoniada. E então quando viram a cabeça dum general que tinha sido apanhado na perseguição começaram mesmo a vomitar, todos amarelos e a unidade fragmentada.

A noticia disto  deve ter corrido a falange toda deles e causado grande confusão, porque a unidade do meio carrega sozinha e a do outro flanco assobia para o lado. Os meus não hesitam e formam em Synapyzsmoz (é grego e que dizer” Pessoal, tá a cerrar fileiras!” e desbaratam num instante essa carga isolada e depois toda a falange.

Entretanto, a minha cavalaria, depois de enxutar os archeiros a cavalo Partas restantes, carregam sobre o flanco dos Companheiros. Estes ficam a combater para dois lados, os Galatas á sua frente ( que resistem ainda e sempre aos elefantes invasores Seleucidas!)  e a minha cavalaria de lado e rapidamente rende-se arrastando consigo os elefantes e pouco depois todo o exercito.

Resta contar o combate épico entre os Argiraspidas seleucidas e os meus Hipaspistas  que se atacaram mutuamente e tão feramente batiam um no outro, com ligeira vantagem para os nossos, que, mantendo a sua formação intacta, não deixavam os “á romana” aproximarem-se.

Para todos ficou patente a superioridade do sistema inventado por Filipe, sobre o das tribos italianas.

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JEspecial

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Re: Os amigos de Alexandros
« Responder #35 em: 16 Julho 2013 09:56:29 am »

Vou agora proceder á analise do comportamento dos diferentes tipo de tropas e as alterações para 900 pontos do ITC.


XISTOFOROI – Nada a dizer dos dois grupos de cavalaria com lança. Fiáveis, rápidos, bom poder de manobra, capazes de enfrentar até kn, com o apoio de um BG de elefantes. Tambem é bom que sejam só 2 grupos (que confesso, a principio pensei que fossem poucos) que assim não os uso á maluca e tenho espaço para os manobrar devidamente.


GALATAS– Muito rijos e perigosos no impacto. Podem necessitar de um general com eles para fazer sobressair todo o seu potencial, seja no combate, seja a passar testes de coesão. Usar a 8 para resistência máxima.


ELEFANTES – Os elefantes demonstraram que são muito bons, especialmente lidando com o que a cavalaria não consegue. Tambem revelaram uma aptidão especial a combater tropas com Sword, porque este POA não conta contra elefantes, o que num período em que os romanos (em principio…) imperam é importante. Contra romanos posso deslocar os elefantes para o meio da falange, já que a minha cavalaria é melhor do que os romanos conseguem alinhar.

Por principio vou colocar um grupo em cada ala, num caso para atacar, no outro para funcionar como ancora do flanco defensivo, já que nesta lista de 800 pontos e só com um grupo de elefantes, a ala de defesa teve sempre grandes baixas e necessita de algo rijo e capaz de fazer face a várias ameaças.

Já por várias vezes me têm aconselhado a trocar os elefantes por falange, principalmente por causa do seu potencial para “explodirem” quando sofrem uma baixa . Efetivamente o seu preço é semelhante ao de uma unidade de piques Average, (48 pontos nos piques e 50 para os elefantes) mas acho que no compto geral os elefantes têm o seu lugar. Se não vejamos:

 - São mais rápidos do que falange e podem andar por terreno sem serem tão afetados, seja em POA seja em dados. Contam Uneaven como Open e em rough combatem com 4 dados no impacto, tantos como uma falange em Open.

 - Combatem geralmente com uma POA de vantagem, no impacto e na melee, á semelhança dos piques, mesmo contra Impact Foot no impacto, em que os piques combatem em igualdade.

 - No Impacto lançam 6 dados contra 4 da falange.

É verdade que podem “explodir” se receberem uma baixa, mas mesmo aqui ainda têm +1 ao dado pelo fator de “pele dura”. Por outro lado tambem uma falange de 8 é severamente penalizada quando sobre uma baixa ou perde coesão…

Por isso parece-me que sendo verdade que são muito semelhantes, a velocidade e o fator “Todo –o-Terreno” dos elefantes, garantem-lhes um lugar nas minhas listas.


GENERAIS– Estive a usar um FC e dois TC. Ainda considerava o uso de dois FC, mas de facto a Battleline  maior que tenho mover é a da Hipsapistas +2 falange +Galatas e para isso chega um FC. Para a ala de ataque 1TC chega para fazer marchar a cavalaria, já que as tropas ligeiras podem ir acompanhado á sua própria velocidade; e na ala de defesa o que interessa é mover as duas unidades ligeiras para ganhar espaço e o resto pode ir andando. Creio que esta combinação funciona tambem a 900 pontos, DESDE QUE (e aqui isto remete-nos para o ponto seguinte) não use a falange egípcia como Poor, porque se a usar isso implica dar-lhe um TC dedicado, sempre que estiver a combater. 

Fazendo conta aos pontos, a falange Poor a 12 bases + TC custam 83 pontos, contra os 72 que custam se forem average. É certo que mais um general dá mais flexibilidade ao conjunto, para o problema é que no combate  ele TÊM mesmo de ficar preso (sabe-se lá por quanto tempo…) para dar alguma hipóteses dos egipcios se aguentarem. Constituindo um risco acrescido de por toda a gente a testar, se morrer…

Tenho mesmo de fazer mais jogos para ver se  chego a uma conclusão acerca da estrutura de comando.


FALANGE – Eu acho que, em V2, a falange é o melhor tipo de infantaria pesada do jogo!  E explico o porque desta afirmação, por comparação implícita com o legionário romano:

 - No Impacto tem 2POA, o que normalmente dá-lhe 1POA de vantagem.

 - Na melee continuam a ter duas POA, o que em media dá-lhe a vantagem  de uma, mesmo contra romanos, por anulação do sword. No entanto contra infantaria protected sword (90% dos MF /HF irregulares do jogo) tem 2 POA de vantagem, coisa que os legionários já não têm.

 - Contra montados são muito melhores do que legionários, ao anular Lances e manter os seus 2 POA.

 - Quando flanqueados podem formar Orb e deixar de ter flancos para todos os efeitos.

A sua única desvantagem face a legionários é a grande perda de eficiência (POA e dados) em terreno. Mas tirando isso, eu aposto na falange!
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Re: Os amigos de Alexandros
« Responder #36 em: 24 Julho 2013 08:51:16 am »

A mobilização do exército para o ITC tem estado a mexer a todo o vapor. Esta semana (até sexta) conto acabar o segundo grupo de elefantes e a cavalaria Gálata, estando só dependente de me chegarem a tempo os decals para os escudos dos Galatas. Mas creio que deve dar para, caso não cheguem esta semana, basea-los e por os decals nos escudos á posteriori.

Estou a pintar os escudos de todos os Galatas baseado nas pinturas de túmulos em Alexandria, onde aparecem com escudos brancos e capas azuis.

Alexandria tinha dois cemiterios (que hoje em dia são outros tantos bairros da cidade) um a ocidente e outro a oriente, aparentemente sem nenhuma razão especial para cada um deles. Neles, a "classe media" da cidade construia ainda em vida jazigos funerarios para si proprios, cujas paredes eram decoradas com frescos alusivos ao falecido,normalmente mostrando aquilo que ele fora em vida e com alguma frequencia despedindo-se de familiares ou amigos.

As vezes nuns tumulos da " Classe alta" lá aparece um sarcofago com a respectiva mumia á antiga egipcia, mas em alguns sarcofagos a mascara funerária não é ao estilo egipcio classico, mas grega.

E nós ainda achamos que as nossas cidades são cosmopolitas e multi culturais...

Mas vamos ver alguns galatas que ganharam o suficiente para fazer um tumulo "á grega!" (ou será mais á egipcia?...)

Neste tumulo o falecido Isidoros (Nome demasiado grego para um celta. Será um "emigrante" de segunda geração?) está a despedir-se das duas filhas



“A man joins hands with the first of two girls who stand one before the other while the second girl raises her hand in his direction. The man wears a long blue mantle with black fringe that covers his otherwise nude body. The girls wear long pink robes gathered at the waist. A faintly preserved looped yellow ribbon on the gray background above the girls suggests an indoor, domestic setting for this touching scene of greeting or farewell”

Neste já temos um nome mais gálico (Bitos, filho de Lostoiex) onde é bem visível a capa azul. O escudo deste é uma raridade, dado ser todo vermelho e com algums motivos a traço preto. Será que é por ser um oficial, como a sua postura parece indicar?



“A soldier stands "at ease" wearing a long blue mantle and holding a spear and a tall red oval shield seen in profile. Extensive remains of the black preparation drawing are visible in areas of the drapery and shield. The frontal, public posture of this figure resembles civic honorific statuary of the period”

E neste o “?attos” (falta-nos a primeira letra do seu nome) quis ficar para a posteridade a tomar um copo de um criado ou filho. Devia ser boa companhia nas tabernas de Alexandria ou Menfis…



O resultado que pretendo, seja para a cavalaria seja para a infantria é algo nesta linha, com algumas trocas de cabeças para lhes dar capacetes helenísticos e uma palete de cores limitada para criar a ideia de serem uma unidade regular.

Barbara e feroz, mas regular :)



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Re: Os amigos de Alexandros
« Responder #37 em: 29 Julho 2013 08:59:04 am »

É oficial! Só me faltam duas unidades para ter prontos os 900 pontos que vou levar ao ITC!  (Galatas a pé e cavalaria ligeira tracia)

Acabei o segundo par de elefantes e a cavalaria Galata, apesar de esta ainda lhe faltar os decals nos escudos, só para aquele toque extra, já que tal como estão são perfeitamente jogaveis.




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Re: Os amigos de Alexandros
« Responder #38 em: 29 Julho 2013 10:05:43 am »

Neste fim de semana, retomou-se uma tradição Helenistica que há muito tempo que estava perdida.

Com efeito, desde o primeiro exercito helenistico deste pais (Os Seleucidas do Miguel Morão já aqui mencionados) que é tradição os seus generais e elefantes serem baptisados, depois de pintados. Esta tradição ainda foi seguida durante algum tempo em Almada nos tempos pre-DBM, mas creio que estava perdida desde os tempos das DBM.

Não sei ao certo os efeitos do baptismo em jogo, mas algum devia ser, que tenho ideia de os elefantes do Miguel serem temiveis, e o pessoal desvira-se logo deles.

Por isso, este sábado á hora de almoço, foram baptisados os 4 elefantes e  todos os generais Macedonios e Ptolemaicos.

Em cerveja, claro está, que as tradições são para se cumprir á risca!


Primeiro foi o Alexandre


Depois o seu pai, Filipe


Seguido de Ptolomeu


E finalmente os elefantes






Os meus agradecimentos á Carlsberg!
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Re: Os amigos de Alexandros
« Responder #39 em: 08 Agosto 2013 03:10:34 pm »

Morri nas areias do deserto da Libia…

Acabei de saber que muito, muito, muito, provavelmente os espanhois não vêm ao ITC o que significa que de 8 equipas (sendo duas portuguesas) passa-se para 7 e para manter o numero par… a equipa Portugal  B(de BONS!) fica de fora…

E estive eu a fazer maratonas de pinturas todos os dias nas últimas semanas para ter os 900 pontos de Ptolemaicos prontos… E ainda por cima acabei tudo e meti os últimos BG na mala justamente no ontem a horas apenas de sabe que afinal já não os estreio no ITC…

Its an injustice it is!...


Tou tristi! Agora que tenho 4 elefantes lindos e uns gauleses ferozes e tracios colecionadores de cabeças... HO!

Olhem, para me vingar começei a fazer disparates: Estou a pintar camelaria arabe e policia judia!  :)
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Re: Os amigos de Alexandros
« Responder #40 em: 16 Agosto 2013 08:47:44 am »

Já não estou a pintar oa mesmo ritmo (2 BG a cada 3 semanas) porque já tenho os 900 pontos que queria levar para o ITC. Por isso agora estou a pintar aquelas unidades que "Pode ser que um dia as use" , a começar pelos Arabes.



Dei-lhes uns chefes com capacetes helenisticos e estive a  por-lhes sacos e odres de agua para ficarem com ar de quem está a regressar do deserto. Ainda não pus de lado a ideia de converter um par de camelos só para carga, com paus de tenda e sacos em cima...



E sim as espadas eram mesmo GRANDES! :)
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Re: Os amigos de Alexandros
« Responder #41 em: 28 Agosto 2013 07:54:48 pm »

É pá, ficou lindo, e gostei do pormenor do baptismo! Acho que a ideia poderá voltar a pegar... :)

Gostei dos cavalinhos e dos elefantes, ficaram fixes.

Também gostei da camelaria e da mistura de oficiais "civilizados" (da Xyston?) e de bárbaros na qualidade de soldados. Dir-se-ia que estamos diante dos antecessores da cavalaria (ou camelaria) colonial francesa no Norte de África...  :)

Onde é que arranjaste os montantes? São em scratch?
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Re: Os amigos de Alexandros
« Responder #42 em: 09 Setembro 2013 03:56:18 pm »

Isto é tudo figuras Xyston! mas já vou postar os updates com fotos deles pintadinhos, mas a potente falange egipcia que de Poor não tem nada como se viu no ITC :)
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Re: Os amigos de Alexandros
« Responder #43 em: 09 Setembro 2013 03:57:38 pm »

Os belos dos arabes já estão acabadissimos e aqui vão umas fotos deles.



Sempre optei por fazer dois camelos de carga, para dar á unidade uma mais "Long Range Desert Group", que devia ser isso que eles mais faziam e era para isso que eram pagos: Para patrulhar a fronteira do deserto (Sinai, Negev e Wadi Rum até Petra) á procura de tribos beduinas rivais (pagas pelos Seleucidas) muito á semelhança com o que vai acontecer com os Lakmidas e Gassanidas no seculo III e IV na fronteira entre o Imperio Romano e os Sassanidas



Tambem fazendo um pararelo como que se passaria depois, parti do principio que os reinos helenisticos forneceriam (ou vendiam) algum equipamento militar aos Beduinos. Assim sendo, este sheik tem um capacete corintio (um bocadinho fora de moda, mas ainda cheio de Tcharaaam!) e um casaco persa, sen duvida oferecido ao seu avô por um satrapa do tempo do imperio Persa.

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Re: Os amigos de Alexandros
« Responder #44 em: 09 Setembro 2013 03:58:42 pm »

Lembram-se de eu dizer que pintar falange até é rapido? Ora então aqui está a prova dos nove:

Foto tirada na sexta-feira ás 9h da manha (48 figuras de falangistas  - para uma unidade de 12 bases de egipcios - mais 8 archeiros Nubios)



Foto tirada hoje, sabado, ao meio-dia



:)  E isto tendo pelo meio um jogo á tarde de sexta-feira!

Só lhes falta apanharem com o "Army Painter" para fazer as sombras e passar para o processo de baseamento.

Depois de alguma pesquisa, achei que se nenhuma fonte dizia nada acerca do aspecto da infantaria egipcia em Raphia, era porque devia ser igual aos outros contigentes de falange. Ainda para mais os reinos helenistos, não tendo uniformes com conheçemos hoje esse conceito, tinham manufacturas de material o que les conferia alguma uniformidade. Por outro lado a infantria egipcia foi recrutada e treinada em alguns meses, por isso é provavel que não estivem tão bem equipados em termos defensivos como os soldados "regulares" ou os mercenarios.

Dai que optei por fazer uma primeira fila com figuras de equipamento completo (grevas e linotorax) com o respectivo Taxiarka, e 3 filas de figuras com tunica e só com capacete e escudo e algumas figuras de oficiais na ultima fila. Na segunda fila, mesmo por detras do Taxiarka vou ter um porta estandarte com um disco solar, simbolo de Amon Ra, que já era usado nos exercitos egipcios antigos, e que apesar de não ter nenhuma prova disso,  acho que não fica mal, se nos lembrar-mos que os reis ptolemaicos eram TAMBEM faraós, que a religião tradicional egipcia teve um renascimento desta época (depois de ser perseguida pelos persas...) e que os templos mais bonitos (e ainda com pinturas...) que hoje podemos ver no Egipto foram presisamente construidos pelos reis Ptolemaicos.   

 - Mas e aquela mulher de vermelho? - Perguntarão

 - Aha! É a minha arma secreta contra qualquer exercito helenistico! OLIMPYAS a mae de Alexandre! Quem é que se atreve a combater contra ela?

Efectivamente a senhora tinha uma tal presença que uma vez fez um exercito desertar e com isso foi rainha da Macedonia, derrubando o irmão de Alexandre (Arrideos, Filipe II da Macedonia) e sua mulher (O verdadeiro poder atras do trono) Euridike (e esta tal Euridike tambem era um portento, que aos 15 anos ia ficando com o exercito do Perdicas depois deste ser morto...)  Numa outra ocasião, já depois de ser derrubada do trono macedoniocos (aquilo durava pouco...) julgada e condenada á morte, enfrentou apenas com o olhar os soldados que a vinham matar e estes... foram-se embora!

Por isso, como tinha a figura, achei que não fazia mal pinta-la...



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