ForumAJSP

Por favor Entre ou registe-se.

Entrar com nome de utilizador, password e duração da sessão
Pesquisa avançada  

Notícias:

SMF - Just Installed!

Autor Tópico: AAR Torneio Império 2013  (Lida 1461 vezes)

FMartins

  • Associados e Convidados
  • Full Member
  • ******
  • Offline Offline
  • Mensagens: 190
AAR Torneio Império 2013
« em: 14 Outubro 2013 06:40:16 pm »


 
Como sabem, normalmente ando meio arredado de torneios, sejam eles de FoG ou outros quaisquer, pois a minha praia é, sobretudo, a dos jogos amigáveis.
Contudo, desta vez algo me passou pela cabeça e decidi alinhar na jogatana, mais que não fosse para tirar a teiazinha de aranha que começava a formar-se numa das minhas figuras…
 
O modelo adoptado foi o do exército a 650AP com mesas pré-definidas. Esperava-se que com exércitos mais pequenos e terrenos já colocados, se poupasse algum tempo e os jogos pudessem terminar por pontos, e não por tempo. Não foi exactamente o que aconteceu no meu caso, nem sei se foi o que aconteceu com a maioria dos jogadores, mas o formato, em todo o caso, agradou-me.
 
 
1º jogo, vs José Correia e os seus franciús
 
Se há coisa fatal como o destino é que, quando eu jogo em torneio de FoG, acabo sempre por jogar contra o Zé. Também fatal (mesmo!) como o destino é eu jogar contra o Marco Quinta, mas isso são outros quinhentos…
Adiante. O Zé, dono de uma catrefada de exércitos, decidiu trazer um brutal exército francês da época da Guerra dos 100 anos, com nada mais, nada menos, que 3 BG de Kn superiores a 6 bases cada! Glup! Contra tal massa de metal, a questão estava em saber quanto tempo é que eu teria até levar com o aço em cima e o que é que conseguiria fazer até lá para minar o meu adversário.
A minha, perdão, a táctica do Zezé Camarinha, líder português, consistiu em negar o flanco direito, frente a uma massa de 2 BG de Kn, investir sobre um dos flancos que “apenas” apresentava 1 BG de Kn e outros dois de MF mais fraquinhos, e se possível, usar os meus brutais ginetes para irem direitinhos à bagagem do adversário, bagagem essa cheia de vinhos finos, perfumes, queijos e enchidos diversos, mulheres, enfim, o habitual.
Enquanto no flanco direito os cavaleiros franceses andavam a passo de escargot, a minha infantaria posicionou-se usando terreno difícil como “trinco”. Os ginetes, numa correria louca, meterem-se logo no flanco do inimigo. Na esquerda, besteiros a cavalo e cavaleiros das Ordens marcharam para o flanco tendo em vista disparar/carregar sobre os MF. Os besteiros ligeiros, adiantando-se aos besteiros MF colocados sobre o monte, começaram a encher de virotes os cavaleiros franceses. Foi o início de um pequeno Azincourt que se agravou à medida que os franceses se aproximaram das minhas tropas, levando com tiro de 3 BG distintos. O Zé teve azar, perdeu homens e coesão e este BG de cavalaria pesada pura e simplesmente fugiu, atropelando tropas amigas à sua frente. Os MF, entretanto carregados, foram chacinados até ao último homem, e os ginetes, numa galante passeata, foram visitar as demoiselles que estavam entretidas a cozer meias lá mais atrás. A carga da cavalaria francesa tardou em concretizar-se e quando aconteceu, correu mal, muito mal…
No final do jogo, o Zé havia perdido 3 BG e outros dois estavam à beira de quebrar (o que iria acontecer em seguida pois iriam levar com cargas de cavalaria pesada portuguesa). Vitória por 7-0, com uma série de pontos para o torneio.
A concretização da profecia parecia iminente, mas o Marco perdeu um BG no seu jogo (deve ter caído da mesa para um cesto de papéis e ele não deu por isso!) e eu lá me safei de voltar a cair na classificação em direcção ao meu devido lugar.
 
 
2º jogo vs Gonçalo Costa e os seus “mitanettes” (quem???)
 
Na segunda tareia do dia, e primeira da tarde, enfrentei um daqueles exércitos todos mitrados que acho que, ou foram inventados, ou foram imaginados num momento de inspiração alcoólica pelos criadores das listas de FoG. Trata-se do exército de Mitani (?), uma daqueles Estados da Idade do Bronze que existiram algures lá para o Próximo Oriente. Encravado entre os Impérios Hitita e Egípcio (segundo me disse o Gonçalo), teve a sorte que se poderia esperar numa situação dessas. Basicamente, Mitani foi a Polónia do Próximo Oriente.
Bom, para além de eu não achar piada nenhuma a esta época, estes exércitos, na minha opinião, são uma grandessíssima treta e têm tropas que os equiparam, senão mesmo superam, ao que de melhor anda por aí. Basicamente aquilo tem BG de MF com uma linha de Light Sp e outra de Bw atrás, que são tropas muito chatas contra… bom, contra quase tudo o que lhes aparecer à frente; e ainda têm BG baratíssimos de LCh que “apenas” disparam como gente grande, lançam dois dados por base no choque e no corpo a corpo, e ainda retiram as armaduras ao inimigo. Numa palavra, mitrice pura!
 
As hostilidades iniciaram-se com um atrapalhado exército português avançando a medo, tentando ver onde é que poderia sofrer uma tareia menor e, quem sabe até, put a crime num ou noutro adversário. O Toni e o Fanã bem que puxavam pelos seus homens, mas aquilo avançava lenta, lentamente… mas como esperado, os mitanettes (?), confiantes na sua mitrice, avançaram resolutamente e começaram a encher os meus desgraçados homens de flechas a torto e a direito. Os besteiros a cavalo, emboscados por 3 BG de infantaria (bandidos!), logo perderam homens e fugiram a ganir. Nada que o Fanã não resolvesse. Pouco depois, o mesmo acontecia com os meus ligeiros a pé se bem que, justiça lhes seja feita, a fuga de alguns deles foi precipitada por um “atropelamento” por parte dos meus Kn.
Se no tiro os resultados foram desastrosos, na cacetada a coisa correu de forma um pouco menos má. Assaltados por dois BG de LCh, um BG de cavaleiros portugueses foi, basicamente, cilindrado, e nem o Silva nem o Toni escaparam à avalanche. Foi uma perda irreparável que só viria a ser colmatada no jogo seguinte. Mas o meu BG de cavaleiros das Ordens resistiu impavidamente como se aquilo não fosse nada com ele e, mau grado ter perdido uma base e estar a enfrentar dois BG, um de LCh e outro de MF, exterminou as carroças de ciganos que tinha à sua frente e ainda matou o generaleco que as comandava! O BG de MF baixou sucessivamente de nível (pela destruição dos carrinhos de mão e pela perda d’ El Comandante) e o meu adversário ficou semi-derrotado com esse evento. E eu ri-me, e ri-me…!  ;D
No centro, os cavaleiros portugueses enfrentavam taco a taco as carripanas mitanettas (o facto de “só” custarem quase o dobro só lhes dava uma POA!) e a infantaria portuguesa, apesar de defensiva, investiu, sofreu baixas, mas entreteve os seus adversários sem vacilar sequer um momento. E o Gonçalo nem queria acreditar (vê-se logo que não conhece as hostes lusitanas!).
Já no flanco esquerdo… o inevitável! Os MF “à prova de tudo” de Mitani carregaram a minha infantaria armada com lança e os meus MF besteiros e… aconteceu o que tinha de acontecer! Ou seja… os portugueses aguentaram como gente grande e os mitanettes ainda levaram na pá! Alguém esperava resultado diferente?   8)
Apitaram as sirenes, final do jogo, eu a transpirar e a rir-me que nem um perdido, e o Gonçalo completamente destruído moral e espiritualmente, sem conseguir perceber como é que um exército tipo “Ferrari da Idade do Bronze” poderia não ganhar a um exército tipo “Mercedes de orelhas” da Idade Média!  ;D
 
 
3º jogo vs Miguel Mata e os seus chineses Song (o “g” é surdo, só para que saibam)
 
Para acabar o torneio em beleza, enfrentei o kamarada Miguel e um exército com certas reminiscências do Jorge Neto. A minha sorte é que, ao contrário do Jorge, o Miguel não trouxe o Circo de Pequim e portanto havia um certo equilíbrio nas contas e, sobretudo, na mobilidade.
Há que dizer que desta vez eu, perdão, o Zezé, meteu os pés pelas mãos e andou ali com BG metidos uns pelos outros, numa disposição meio confusa. O terreno também impedia algum do movimento desejável, mas tudo acabou mais ou menos bem. No flanco direito coloquei 1 BG de Kn, a cavalaria ligeira, os besteiros e 1 BG de HF, e na esquerda 2 BG de Kn, outro de HF e mais uns ligeiros a pé.
Avancei os LH, troquei uns tiritos e os ginetes desapareceram do mapa. Mau!
No centro, os meus besteiros e arqueiros ligeiros trocavam tiros com a maralha e lá se iam safando à grande. Entretanto, as minhas tropas avançavam. No flanco direito afastei um BG de mongóis, que se refugiou no campo à sombra de um dragão de plástico (eheh!) e carreguei, com cavalaria pesada, um BG de besteiros, o qual se eclipsou quase instantaneamente.
Mas eis que comecei a apanhar com a poderosa infantaria chinesa em cima… Ao centro, um BG de HF português saltou fora num abrir e fechar de olhos chineses (o movimento é mais rápido do que nos nossos, como está bom de se ver!) e na direita um outro ficou vacilante, mas os meus besteiros, num raro rasgo de inspiração, lá conseguiram meter uns tiros bem metidos num BG de cavalaria chinesa que, ironia das ironias, ficou amarelo! Este, que se preparara para enfrentar um poderoso ataque pela retaguarda por parte da minha cavalaria pesada, foi ameaçado de carga pelos besteiros (Eh, valentes besteiros lusitanos!) e fugiu a sete cascos.
Nos actos finais, os meus besteiros a cavalo fizeram os mongóis baixar mais um nível, e a minha infantaria pesada na direita também ficou à beira de quebrar.
Resultado final, 5-5, com uma ligeira vantagem para o Miguelito.
 
Foi este um dia bem passado, a batota correu bem, e posso considerar-me, com alguma propriedade, o verdadeiro vencedor da noite, pois não só provei que exércitos manhosos podem derrotar Ferraris mitrados (eheh!) como ainda recebi dois agradáveis prémios: uma simpática figura de 28mm, para mais tarde pintar, e um magnífico Kinder Surpresa, que lá dentro tinha uma Estrunfa! Ena!  :D
Assim sim, vale mesmo a pena!
Registado

JEspecial

  • Associados e Convidados
  • Snr. Member
  • ******
  • Offline Offline
  • Mensagens: 400
Re: AAR Torneio Império 2013
« Responder #1 em: 15 Outubro 2013 12:42:30 pm »

Jogo 1 – Miguel Mata com Chineses Sing a Song

Este jogo não conta porque foi protestado! Efetivamente meter um dragão enorme em cima da mesa que só serve para assustar as figuras pequeninas do outro lado, não está com nada! O bicho rugia sempre que os meus tinham de fazer um teste de coesão e aquilo perturbava o pessoal que só era queria ir embora e por isso o jogo acabou uma hora antes do final. Lá pisei uns besteiros chineses que carregaram os meus elefantes, tal era a confiança que tinham no Dragão rugidor, só mesmo para mostrar que isto não era tudo da Joana D’Arc  ou melhor, da Cleopatra, mas de resto foi uma desgraça sem nome. Era só ver as figuras a saltarem para dentro da caixa!



(Aqui estou eu em pleno acto protestatório á Organização feita fotografa,  contra a utlização de dragões. Isso é em Fantasia ou Napoleonicos! Não é aqui!)


Jogo 2 – Jose Lopes – Later Cartaginian

Havia uma aldeia no meio da mesa.
O Lopes começou a meter os hoplitas dele no lado direito e eu formei a minha falange no outro flanco para fazer pivot e rodar em direção ao centro,  com um flanco apoiado na aldeia e o outro protegido por peltastas e cavalaria, na esperança de apanhar os “tribais” que eu sabia que o Lopes devia ter  - Iberos, Gauleses e Celtiberos.


~
(No final do meu primeiro movimento. Para cá da aldeia, temos a falange toda, mas os peltastas a pisarem o terreno , a cavalria ao lado deles e alguns escaramuçadores á frente. A aldeia está ocupada por infantaria ligeira minha e no outro lado tenho os cameleiros Arabes e os elefantes, com a segunda unidade de cavalaria em reserva)

Como o Lopes os colocou mesmo á frente da falange e eu fui o primeiro a mover, meto os meus dois generais a fazer duplo movimento com 4 grupos. Na segunda jogada, já tinha passado a linha de meio campo. Há terceira começam as cargas sucessivamente de cada bloco de falange a partir da aldeia para fora. Os impactos são indiferentes, mas as melees, com dois POA de vantagem são ganhas por mim e os tribais do Lopes cedem e com eles arrastam outras tropas que estavam atras, e o exército quebra quando lhe tomo o campo com os peltastas


(Aqui já no final do jogo, os meus peltastas a menos de um movimento do campo do Lopes e os 3 blocos de falange já em perseguição pelo centro do campo.)


Jogo 3 – Paulo Barreiro, com Khmer (Rouge)

17 elefantes em cima da mesa!  12 do Paulo com mais 3 generais, e 2 meus.

O Paulo poe 6 elefantes a centro, á frente da bagagem, com um grupo grande de archeiros de cada lado, ao que eu respondo com toda a minha falange com infantaria ligeira com javelin á frente, apoiada á direita com as duas cavalaria apontadas a um dos grupos de archeiros, e os peltastas á outra unidade de archeiros.

Os restantes 6 elefantes do Paulo são colocados na sua extrema direita e vão passar o tempo a correr atras dos Arabes e acabam com os meus elefantes. Teria sido melhor que os tivesse dividido pela mesa…

Movo o centro a toda a velocidade, a cavalaria carrega os archeiros em campo aberto e  previsivelmente ganham.Do outro lado as coisas já não são assim e os peltastas, depois de uma boa carga que não deu em nada por causa de um 11 na coesão do Paulo, começam a levar porrada dos archeiros, de mais pareciam que estavam com AK47 do que com arquinhos e facas. (Dai os tais Khmer Rouge…)



O Paulo tenta tirar os elefantes do centro, mas  ao falhar alguns CMT faz com os meus LF se cheguem a distancia de tiro e 4 dados por jogada a acertarem a 3+ significa que quebram e os LF seguem direitos ao campo.

A minha cavalaria na perseguição fica muito próximo de uma unidade de elefantes que tinha fugido do centro e deois de algum combates indecisivos, os elefantes vão abaixo quando uma das unidades de falange os carrega de lado.

Isto juntamente com uma unidade de MF na estrema esquerda do Paulo que tinha sido quebrada a tiro pela minha cavalaria ligeira faz os 10 pontos necessários para a sua desmoralização.

E pronto acabei em terceiro, o que me alegrou moderadamente.

« Última modificação: 17 Outubro 2013 08:13:04 am por JEspecial »
Registado
 

Página criada em 0.045 segundos com 33 procedimentos.