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Vauchamps – 14
de Fevereiro 18
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Após os desaires sofridos na Campanha de 1813, Napoleão
viu-se confrontado com a necessidade de combater em solo Francês.
Revelando a mesma energia de outras situações difíceis
por que tinha passado, Napoleão organizou um novo Exército à volta
dos quadros veteranos ou experimentados que ainda lhe restavam, mas com
uma forte composição de recrutas demasiado jovens ou demasiado
idosos que pela sua falta de experiência e de robustez física,
não davam a confiança de outros tempos ao seu líder. |
Para agravar esta situação tinha de dividir as suas poucas
forças por três frentes de guerra, Fronteira com a Espanha,
Norte de Itália e Fronteira Oriental da França por onde convergiam
os Exércitos Aliados da Rússia, Prússia e Áustria. |
Mantendo a sua linha de grande
estratega, Napoleão pensou ainda
ter uma hipótese caso conseguisse apanhar um a um os Corpos ainda
dispersos dos vários Exércitos Aliados. Desta forma à frente
do “grosso” das suas tropas manobrou de forma a iludir as grandes formações
Aliadas e tentando apanhar qualquer Corpo isolado. |
Em 10 de Fevereiro, aproveitando
o isolamento do Corpo Russo de Olsufiev, Napoleão atacou de imediato com tudo o que tinha. Olsufiev por seu
lado, tinha sido ameaçado com um tribunal marcial caso voltasse
a repetir o mau desempenho da Campanha de 1813, pelo que não arriscou
ordenar uma retirada. No final do dia as noticias do esmagamento daquele
Corpo do seu Exército, alcançaram Blücher. |
No dia seguinte foi a vez do
Corpo Russo de Sacken, apanhado em Montmirail, que após duros combates e perdas substanciais conseguiu retirar
do campo de batalha, com a ajuda da intervenção do Corpo
Prussiano de Yorck, aproveitando também a falta de cavalaria Francesa
com a qualidade necessária para tornar uma derrota inimiga numa
vitória total. |
Evitando o esmagamento do seu
comando, Sacken retirou para Norte na direcção
de Chateau-Thierry. |
Com a noticia de mais esta
derrota, o ego de Blücher ficou abalado
pois ele dizia a toda a gente que a sua missão não era superior à de
perseguir um fugitivo da justiça, rodeado pelos restos do seu bando
em fuga, tentando evitar serem capturados. Desta forma ordenou aos Corpos
do Exército da Silésia, sob o seu comando, que retirassem
para Rheims. |
A tarefa de perseguição coube a Mortier que foi no entanto
dificultada pela destruição da ponte em Chateau-Thierry.
A 13 de Fevereiro, Napoleão recebeu informação de
Marmont que Blücher se encontrava a mover de novo para Oeste. O velho
Prussiano, tendo recebido noticias de que Schwarzenberg tinha iniciado
uma ofensiva em direcção a Paris, pensou que Napoleão
iria fazer frente àquele movimento, pelo que decidiu retomar também
a ofensiva. Inicialmente Napoleão recusou-se a acreditar que o seu
velho adversário quisesse de novo “levar na cabeça”, não
tendo portanto enviado novas ordens aos Corpos de Macdonald, Victor e Oudinot.
No entanto, decidiu ordenar ao Corpo de Marmont para retirar na direcção
de Montmirail tentando atrair o adversário na sua perseguição. |
Na manhã de 14 de Fevereiro, Napoleão com a Guarda e com
a Cavalaria de Reserva de Grouchy, dirigiu-se em auxilio do seu Marechal
que se encontrava perto de uma localidade chamada Vauchamps. No total contava
com cerca de 25.000 homens contra os 22.000 dos dois Corpos sob o comando
de Blücher – Kleist e Kaptsevitsch. |