Big Game 2008
Pelo terceiro ano consecutivo, o nosso amigo Orlando
Almeida organizou o grande jogo de Shako para fechar o ano. Desta vez, tivemos
o extra de podermos jogar com as recém-estreadas regras Shako II, o que veio introduzir
algumas alterações ao que era habitual. Outra grande alteração foi o modelo
adoptado, em que combinamos cinco mesas de jogos pick-up, mais ligeiros e com
menos, e menores, divisões.
Para este ano, foram
nomeados como comandantes-chefe Jorge Neto, pelos Aliados, e Filipe Martins
(eu) pelos franceses. Após uma morosa planificação, dia 30 de Novembro os dados
foram finalmente lançados...
Na minha mesa (Mesa 4) tive o prazer de
defrontar o Eduardo Santos, que para além de ser um bom camarada, é dos que
sabe da poda. Do seu exército russo, o Edu colocou uma forte divisão de
infantaria em frente aos objectivos a sul do mapa (isto é, um monte e um bosque
que ele tinha de defender), uma divisão um pouco mais fraca entre o monte e um
bosque a meio da mesa, que ele tinha de tomar, e uma divisão de cavalaria no
seu flanco direito. Eu, como orgulhoso general de um exército italiano, optei
por enviar uma pequena divisão que
incluía granadeiros, velites e conscritos para o bosque central e a divisão
maior, de infantaria de linha, para os objectivos a sul. A cavalaria ficou mais
atrás como reserva.

O jogo começou com uma "corrida" para os
objectivos, e eu cheguei primeiro ao monte com a minha infantaria, que de lá
não mais saiu. Assalto atrás de assalto, as colunas russas foram repelidas até
ao seu completo desbarato pela nossa galante infantaria de linha. Também no
bosque, e apesar da superioridade russa, os bravos italianos repeliram e
destroçaram quatro batalhões russos.
Mais ao centro, uma forte carga dos
Dragões da Guarda italiana chacinaram um batalhão de linha inimigo, mas uma
carga de Caçadores não foi tão feliz e
estes foram repelidos. Entretanto, debaixo de um
fortíssimo fogo de artilharia, as colunas russa aproximavam-se do bosque
central, que já estava solidamente defendido pelos italianos.
Vendo
o seu erro de posicionamento, a divisão de cavalaria russa acorria para os seus
aflitos camaradas no monte.
Chegaram entretanto os reforços de parte
a parte. Para os russos, uma forte divisão da Guarda e uma outra de cavalaria,
com Dragões e Hussares, ao passo que os italianos receberam uma magra, ainda
que de grande qualidade, divisão de cavalaria composta por Couraceiros e
Caçadores a cavalo. Mas para os russos, gli cornuti, isso de pouco serviu, pois
enquanto a
grande
divisão de infantaria prostrada no monte se desfazia ante o fogo dos nossos
bravos, a sua congénere mais fraca perdia a sua moral..
Quanto à divisão de cavalaria, já
cansada da sua longa corrida, veio desfazer-se diante dos nossos Dragões da
Guarda os quais, gloriosamente, desfizeram dois regimentos de dragões, deixando
um terceiro a cargo dos recém-
chegados Couraceiros que simplesmente o aniquilaram.
O
general inimigo perdeu a coragem e os bravos italianos ficaram assim senhores
do terreno.
Esta
seria a única vitória francesa do dia.